
Ao voltar para casa, a minha cadela viu um gato. Arrancou sem ladrar em direcção a ele e o gato fugiu no meio do escuro.
Lembrei-me então que ela já matou um gato. E fez-se luz. Quer dizer, não descobri nada novo, mas lembrei-me de algo: não há nada mais artificial do que o próprio conceito de artificial.
Mais precisamente, nós definimos uma fronteira: Nós os humanos e eles os animais e isto é uma forma muito redutora de olhar para nós mesmos e para o mundo.
Onde é que eu quero chegar com esta ladainha toda? À solução para a forma como devo encarar estes primeiros filmes que lidam com a caça à baleia.
Vou encarar o homem como parte da natureza. E quando homens caçam baleias, vou julgá-los como julgo um animal que preda outro. Esse vai ser o meu limite.
Há concerteza outras forma de abordar o assunto da caça à baleia. A minha desculpa para contornar o assunto, com o qual não consigo encontrar uma forma pacífica de lidar, é que há qualquer coisa de poético, universalista e reconciliador em considerar um homem como um animal qualquer.
Alguém poderá achar isto insultuoso, mas não é de todo a minha intenção.

(foto de Gregory Colbert)
1 comentário:
Não tenho muito a dizer, mas, só deixar claro que divido o mesmo conforto de me considerar um animal como qualquer outro. Consigo ver eles como irmãos. Passional e romântico isso haehaehae. É que me move tomar pequenas atitudes no dia-a-dia para preservar ou pelo menos não depredar tanto a natureza e o direito de vida de cada ser.
Acredito que todo ser vivo tem direito de lutar pela vida. Estamos tirando isso deles com caças e pouca preocupação com os recursos.
Sucesso para você, continue a expor ideias saudáveis e educativas assim. Se um cidadão ler e se comover com esta causa já ajuda muito. Era Digital tem formado mal nossos jovens, com blogs como o seu podemos ajudar a melhorar este quadro. Um pouquinho pelomenos. Abraço
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