domingo, 15 de fevereiro de 2009

Coesão


Encontrei esta imagem e gostava de lhe dar os devidos créditos, mas não sei quem é o autor. Há ali um problema na interpretação da profundidade da água, mas mesmo assim está fabulosa.

Aproveitando que as coisas estão a arrancar e que esta é a melhor altura para ter uma visão abrangente do projecto, vou dedicar este post à coesão entre filmes.

Este projecto inclui 11 filmes sobre baleias e sobre os homens que as caçavam. Muito facilmente isto se torna uma manta de retalhos.

É daquelas coisas... se isso acontecer, ninguém se vai queixar, mas se não acontecer fica muito melhor.

Também é verdade que a maioria dos museus não se preocupa a fundo com isto. No máximo, agrupam o que há para ver e colocam na sequência mais lógica.

Mas isto são filmes. Estilisticamente podem sair muito diferentes, logo à partida porque as temáticas por vezes não têm nada a ver umas com as outras. Mais ainda, alguns filmes são históricos, outros documentais, uns científicos, outros fábulas e outros aventuras (pra não falar de um que nem filme é, é uma aplicação interactiva 3D estereoscópica que me mete um medo de todo o tamanho).

Há também a tentação da minha parte de, após terminar um filme, ter vontade de fazer algo o mais diferente possível.

Vai daí, em primeiro lugar, comecei a pensar formas de integrar os filmes todos que obriguem a um mínimo de alterações de guião. Eu disse “comecei”, mas na realidade estou a pensar no assunto pela primeira vez agora.

Não há muito a fazer no que respeita à cor. Os filmes têm todos um estilo realista e o máximo que se pode fazer é “alindar” ligeiramente as coisas.

A locução... a primeira tentação seria ter um só locutor para cada língua (e todos os filmes têm que estar disponíveis em 5 línguas disponíveis). Mas penso que se forem usadas uma voz masculina e uma voz feminina “bem acasaladas”, não se perturba a coesão e permite aliviar um pouco a carga de autismo que uma visita ao museu tem. Uns filmes podem ter um locutor, outros podem ter os dois. Andar um par de horas de headphones nos ouvidos a ouvir duas pessoas é uma experiência menos solitária do que a ouvir só uma.

A banda sonora tem aqui um papel enorme, apesar da sua importância ser normalmente subvalorizada pelo público e até por boa parte dos realizadores. A música pode funcionar como um elemento que liga os filmes mas, sendo assunto que dá pano para mangas, uma vez que até é feita à medida para se ajustar a cada curva do filme, vou falar no assunto mais detalhadamente noutro post.

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